Agência AutoInforme - A Honda apresentou no dia 10 de Março a sua moto, que segundo o diretor de relações institucionais, Paulo Takeuchi, será um divisor de águas. É a primeira moto flex do mundo, que, pela sua importância, teve divulgação simultânea também no Japão.
Apesar da Honda estar confiante no sucesso da Titan flex, calculando que ela venderá 16 mil unidades por mês (50% das vendas da Titan), o modelo a gasolina continuará sendo produzido. Outros modelos poderão receber motor bicombustível se o mercado exigir.
O projeto da moto flex foi um pedido da Honda do Brasil e aceito pela matriz no Japão. Ela foi desenvolvida pela própria empresa a partir de 2006 e tem algumas diferenças com o sistema flex dos carros. Apesar de não ter o sistema de aquecimento do combustível para a partida a frio, a Titan flex não tem o reservatório de gasolina e o usuário é sugerido a colocar dois litros de gasolina, pelo menos, para que não haja problemas de partida com temperaturas abaixo de 15°.

Um sistema ligado ao painel avisa o motociclista sobre a situação do combustível. Se não houver luz de alerta acesa, significa que há uma quantidade de gasolina suficiente para dar a partida sem dificuldade. Caso contrário, a luz Mix acenderá. Neste caso a situação ainda é tranquila. Quando a luz Alc acender, é um alerta que há muito álcool e poderá haver problema na hora da partida em temperaturas abaixo de 15°. Se esta mesma luz estiver piscando, a moto estará em uma situação que certamente a partida não será fácil, pois no tanque só há álcool e a temperatura está abaixo dos 15°.
Apesar desta preocupação em alertar o consumidor, a lembra que, mesmo na pior situação (com álcool e abaixo dos 15°) a moto dará partida, mas com maior dificuldade. Outra vantagem no Brasil é que na maior parte do País não é comum temperaturas tão baixas, o que poderá levar o motociclista a colocar apenas álcool (quando compensar) e não ter problemas. Como no carro, o consumo com álcool é 30% maior.
A moto tem como principal consumidor o frotista ou profissional que usa o veículo com intensidade, não se importando com o desempenho. Por isso, segundo a Honda, não há diferença de potência entre a flex e a moto com motor a gasolina. Pelos cálculos da empresa, com 20 mil quilômetros o consumidor terá amortizado a diferença de R$ 300,00 do custo da moto sobre a com motor a gasolina.

Ela será vendida em três versões, sendo a de entrada com partida no pedal e denominada de KS, por R$ 6.340,00. A versão ES tem partida elétrica e será comercializada por R$ 6.890,00. A terceira versão tem partida elétrica e freio a disco na roda dianteira e o seu preço é de R$ 7.290,00. Esta é a versão ESD.
No caso da Titan a gasolina as versões são as mesmas sempre custando R$ 300,00 a menos.
Além da Titan flex, a Honda mostrou os modelos 2009 das motos CG 125 Cargo e NXR 150 Bros. A primeira será vendida apenas na cor branca e é direcionada ao uso urbano para o trabalho. A previsão da empresa é vender mil unidades por mês. Ela será comercializada nas versões com partida no pedal e elétrica, sendo a partida elétrica uma novidade do modelo. Ela será vendida a R$ 5.140,00 e R$ 5.590,00.

A NXR 150 Bros teve o seu desenho inspirado em motos de maior cilindrada, principalmente na traseira, para dar um aspecto de moto maior, tem injeção eletrônica e será vendida nas cores vermelha, preta e amarela. São três as versões de comercialização: KS (com partida no pedal), ES (com partida elétrica)e ESD (com partida elétrica e freio a disco na roda dianteira). Elas custam, respectivamente R$ 7.500,00, R$ 8.190,00 e R$ 8.690,00. O preço é 5% superior ao modelo anterior.